• Renato Leal

A Falta Crônica de Tempo



Uma das frases que mais ouvimos no dia a dia é “eu não tenho tempo”.


O que mais vemos são pessoas perdidas se atropelando cheias do que fazer e ao mesmo tempo lamentando por ter deixado para traz uma enorme lista de coisas importantes por fazer. E um enorme desconforto com o que ficou por fazer, ou foi malfeito. Tentam de tudo para economizar tempo, mas ele nunca sobra.


Mas tempo temos demais. São 168 horas por semana disponíveis. Se dormirmos 8 horas por dia, restam 112 horas. Como não temos tempo para realizar o que queremos e precisamos realizar?


A explicação se dá por muitos fatores, e destaco três deles:

  1. Falta de priorização. Definição da vida que queremos ter

  2. Falta de foco. Tentar fazer tudo e, às vezes, ao mesmo tempo

  3. Não cumprimento do que se propôs, por permitir – por um excesso de disponibilidade - com as demandas externas. Neste caso, os outros estão definindo as nossas prioridades.

Por isso, não adianta economizar tempo, pois ele logo será preenchido por algo não prioritário ou por uma prioridade alheia . Assim, o que devemos é definir a vida que queremos, as prioridades dela (poucas, por favor), dar um espaço para imprevistos e aí, quase que por milagre, teremos tempo.


Temos que nos acostumar a encher a nossa vida com o que tem de ser feito segundo as nossas prioridades. Ter disciplina e perseverar. E assim, o tempo vai sobrar.


Fique certo, toda vez que você achar que não tem tempo, está faltando mesmo é definir suas prioridades.

RL


Penedo, 2fev17

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Escrevo, não para convencer ninguém, mas sim porque gosto, me ajuda a pensar, a organizar as minhas ideias e opiniões e internalizá-las. Não escrevo porque acho que estou certo e muito menos por pretensões literárias. Apenas quero uma referência para fazer crescer as minhas convicções, ou para saber quando, e porque, mudo de opinião. Para tentar visualizar o futuro e olhar para trás com consistência e visão crítica.

Escrevo também, para que aqueles que discordam das minhas opiniões tenham mais uma oportunidade para pensar e ter convicções sobre o que pensa. Ou não. E para os que concordem, saibam que não estão sós no mundo.

 

E, finalmente, lembro que quem escreve é refém do momento, das informações que dispõe, e de como é e pensa, neste mesmo momento.

 

Renato Leal